Ao longo das minhas conversas e ao longo que vou conhecendo as pessoas, poderia caracterizar a grande maioria delas, com o seguinte adjectivo: “incredulidade”. Isto não se denota apenas em quem não faz parte de nenhuma religião ou a ateus, mas indivíduos que se dizem religiosos. Acontece perguntar a alguém pela sua posição espiritual, muitos respondem “ah, eu sou católico, fui baptizado e tudo”, mas quando a minha pergunta é feita de outra maneira, “Em que se baseia suas crenças, caso você tenha?”, as pessoas tendo em conta isto, respondem-me que tentam viver o dia a dia sem olhar muito para o futuro, que não têm sua crença baseada em nenhum ser em especial, apenas tentam viver da melhor forma, canalisando as suas energias para o que parece ser mais importante, como por exemplo o trabalho/estudos ou a vida sentimental. Aí pergunto, “Diz-se religioso, onde está Deus na sua vida?”, então, simplesmente não conhecem a resposta.

A nossa sociedade em geral é caracterizada pela falta de crença, e pela sensação de auto-suficiência.

Depois de uma reflexão, conclui que existem 3 principais razões para a descrença do ser Humano:

1 – 2Coríntios 4:4 “(…) o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que se lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é imagem de Deus (…)”. O deus deste século, ou seja, satanás, tem como principal objectivo, desviar a mente das pessoas, do que pode levar à Salvação, Jesus Cristo. Satanás milita a favor da descrença. É isto que se denota no mundo, uma imagem de Cristo como um ser mitológico, e não como um ser que leva realmente à salvação.

2 – “Se houvesse Deus, não haveria tanto mal no mundo”. Tenho a certeza que já disseste , ou pelo menos ouviste esta expressão. As pessoas olham para tantas maldades como a fome no mundo, um familiar ter morrido e para o desemprego, e simplesmente não conseguem encaixar Deus no meio disto tudo. Mas é possível. Deus não é responsável por isto, é claro, mas nós o somos. Desde o pecado original, de Adão até nós, que a maldade está instaurada no mundo.

3 – Influência social.
No dia a dia, o excesso de liberdade de expressão, tem “educado” o ser Humano à descrença, isto acontece desde as escolas até aos media. Ora, por exemplo um professor tem a função de ensinar, e a maioria dos alunos visa absorver o máximo conhecimento da aula. O simples facto do dito professor afirmar perante uma turma de mais de 20 alunos, que Deus não existe e que não passa de um ser mitológico, causa uma grande repercussão nos alunos, a saber, negativa. Outra situação é dada nos meios de comunicação. Temos assistido a programas de comédia e etc, que fazem sátiras relacionadas com Jesus. Isto vai moldando uma imagem de Jesus na mente das pessoas, ausente do seu verdadeiro significado.

Conclusão:

Atenta.

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

André Santos

4 Comentários

  1. “O simples facto do dito professor afirmar perante uma turma de mais de 20 alunos, que Deus não existe e que não passa de um ser mitológico, causa uma grande repercussão nos alunos, a saber, negativa. Outra situação é dada nos meios de comunicação. Temos assistido a programas de comédia e etc, que fazem sátiras relacionadas com Jesus. Isto vai moldando uma imagem de Jesus na mente das pessoas, ausente do seu verdadeiro significado.”

    não poderia estar mais de acordo com isto

  2. O Ser Humano, é um ser mediocre, e tem uma necessidade de acreditar em algo sobrenatural, mas isto só quando existem dificuldades na vida, porque se nao existerem… as pessoas querem lá saber se existe ou existiu um Deus, o que é que ele fez pelos Homens… isso nao importa nd. O povo quer é ir passear para os shoppings, beber cafés com os amigos, tentar ter um carro melhor que o vizinho,ir de férias para a neve ou para o Brasil, enfim!
    Outro facto curioso, na igreja católica é o facto de se assistir, eu próprio já vivênciei in loco, o facto de uma considerável percentagem de pessoas que vai à missa, vai num espírito de mostrar que está bem de vida, tendo uam necessidade extrema de mostrar o seu carro, as suas roupas de marca, ou as mulhers as suas joias, e o seu novo corte de cabelo, não importando o facto de se chegar 20 ou 25 minutos atrassado À minha, pois mesmo assim, já é um “frete”. Claro que não se pode fazer generalizações, pois nem todas as pessoas são iguais. Mas este fenómeno existe, cada vez mais.

    o ponto 3 citado, devo dizer o seguinte. Umas das coisas boas do 25 de abril, foi o facto de começar a haver democracia, e a liberdade de expressão, mas passou-se do 8 para o 80. De hoje em dia, ligamos a nossa televisão, e não falta uma cambada de gente completamente inútil a dizer os mais diversos disparates, mas não é daí que vem o maior mal ao mundo. Vem sim, é o facto de viver-mos num país em que os nossos governates, tanto os de esquerda como os de direita serem de fraca qualidade, e de existirem, não em pensar nos meus problemas, nos dos leitores, nem do país, mas sim os seus interesses pessoais e dos seus mais próximos.
    Quanto à questão dos programas de comédia, discordo do que é afirmado pelo seguinte. Eu não me prenuncio, se sou ou não a favor das sátiras relacionadas com a religião. Vivemos numa dita democracia, esses programas são sempre aconselhados para maiores de 18 anos. Cabe a cada um de nós, saber e ver o que é ou não importante, aquilo que devemos ou não acreditar, e ouvir. Os humuristas, são artistas que merecem o nosso respeito, pelo seu trabalho, e não devem estar limitados por nada, pois supostamente à 34 anos para cá que estamos em democracia…

  3. Caro Bruno

    Desde já obrigado pela tua óptima dissertação(s) nos post.

    Infelizmente a religião tornou-se em linhas gerais uma tradição, um mínimo a cumprir, já não se pode considerar um estilo de vida.

    Quanto aos humoristas, devo dizer que respeito e admiro o trabalho deles..isto dos bons artistas. Mais aqueles que fazem comédia com poucas frases…

    Como tu próprio disseste, “Umas das coisas boas do 25 de abril, foi o facto de começar a haver democracia, e a liberdade de expressão, mas passou-se do 8 para o 8O”. Nota que eu como disse não desrespeito o trabalho desses artistas, mas quando de liberdade passam a libertinagem, Estou certo de que antes do 25 Abril os comediantes não faziam sátiras de carácter religioso como fazem hoje, [ás tantas nem existiam com aquele clima :p]
    Acho que um bocado de temor a Deus era bom nestes tempos, pq as pessoas são formadas (ao longo das vivências) a não temerem a Deus!
    Por sua vez o comediante, como nós os respeitamos, ele deve por sua vez respeitar a fé das pessoas.. Podendo sempre abordar religiosidade dum ponto de vista sem atinjir o Deus Juíz! Como se algum tema em que o comediante falou, fosse culpa de Deus, espero que não me interpretes mal

    Abraço forte

  4. Diz um ditado que “Morrer é fácil, dificil é fazer rir”. Ora muitos há que nao sabem fazer rir, e querendo faze-lo se limitam a quase insultar as minorias, seja uma questao de raça, ou de religiao, ou até de deficiencia fisica, de forma a provocar gargalhadas nos outros. Porque, como bem sabemos, mais fácil é rir com as desgraças dos outros, do que chorar quando os outros choram e rir quando os outros riem. Porque isso é amar. E como dificil é amar.

    1 Corintios 13
    “4 ¶ O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
    5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
    6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
    7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. “


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